Maionese Alternativa: Maio 2019

Diretor de arte carioca transforma personalidades da música em emoticons



Bruno Leo Ribeiro, diretor de arte carioca, criou, um projeto bem legal, o “Music Emojis”, com artistas famosos e bandas de rock, traduzidos de forma gráfica em formato de emoji. 
Em sua bem diversa coleção musical, podemos encontrar, Beatles, The Killers, Nirvana, Daft Punk, Sepultura, Led Zeppelin, Madonna e dezenas de outras representações, incluindo a da banda de rock alternativo brasiliense Móveis Coloniais de Acaju, representando aqui a capital.
Bruno Leo, já teve seu trabalho reconhecido em diversas marcas internacionais, Fiat, Renault, LG, Helmann, Nestlé, Nokia, e IBM , fora outras, e já esteve presente nas principais agencias de publicidade no BrasilLew Lara/TBWA e Fischer & Friends,e também em festivais internacionais de publicidade, os mais importantes do mundo:Cannes Lions, One Show Interactive, New York Festivals e Eurobest. Apaixonado por designer e música, Bruno, além do “Music Emojis”, conceituou também o projeto “Album Cover Cover”, um desafio pessoal onde um álbum é colocado para tocar, enquanto ele refaz a arte original, antes que ele acabe.

Fonte: Follow the Colours

Confira alguns exemplos de emoticons:



Veja mais aqui e conheça o trabalho de Bruno Leo Ribeiro.
Por Gabriella Riot

Reinventado, Porão do Rock 2.1 vem aí!



Festival tradicional de música da capital e um dos mais expressivos do cenário musical nacional, o Porão do Rock, vem completando 21 anos de persistência e existência, se reinventado esteticamente, na promessa de um “Próximo nível”, bem no molde “gamer”, trazendo uma linguagem bem mais moderna. Com datas já confirmadas e um line- up quase fechado, o festival esse ano vem trazendo atrações de peso e mantendo sua tradição de ser bem diverso, agradando e difundindo variados gêneros musicais para diversos gostos. Esse ano, o festival aposta na seleção de algumas atrações internacionais, Nuclear Assault (EUA) e Demob Happy (ING), “que trazem frescor ao festival”, coisa que não acontecia a exatos 5 anos, fato bem legal e atrativo, para um festival que já recebeu bandas como Muse (Inglaterra), Suicidal Tendencies (EUA), Mudhoney (EUA), Red Fang (EUA), The Hives (Suécia), Nightwish (Finlândia) e She Wants Revenge (EUA). 
Mas não é só no lado internacional que o festival promete ter exito, dando ainda mais significância ao seu reinventar, esse ano o festival trará também
nomes reconhecidos, como Pitty que vem na turnê de lançamento do seu último álbum "Matriz", Marcelo D2, Ricon Sapiência, Ratos de Porão¸ Machete Bomb, Academia da Berlinda, Edu Falaschi, Far From Alaska, Supercombo, dentre outras, além das pratas da casa, Raimundos e Rumbora, que vem  retornando suas atividades, com shows, e músicas inéditas, prometendo esquentar o festival com seus clássicos, “Chapirous”, “Skaô”, “O Mapa da Mina”... já indeléveis na história rock nacional.
Mas claro que fora o “mainstream”, o festival mantem o costume de abrir espaços para projetos, bandas e artistas independentes, através das seletivas, que já estão com as inscrições abertas, que começaram no dia 11 de maio e vão até o dia 31, ainda da tempo de participar!   

Saiba mais sobre o regulamento e se inscreva aqui

Serviço

Porão 2.1: Próximo Nível 

Local: Estacionamento do Estádio Nacional Mané Garrincha (SRPN, Asa Norte)
Datas: 16 e 17 de agosto de 2019
Horário: Sexta, a partir das 17h30 e sábado às 15h30
Classificação indicativa: 16 anos
Ingressos: A partir de 50R$ (confira no site

Sexta-feira, 16 de agosto 

Nuclear Assault (EUA)
Raimundos (DF)
Ratos de Porão (SP)
Edu Falaschi - Temple of Shadows in Concert (SP)
Jimmy & Rats (RJ)
Nervosa (SP)
Machete Bomb (PR)
Moretools (DF) 

Sábado, 17 de agosto 

Pitty (BA)
Marcelo D2 (RJ)
Rumbora (DF)
Far From Alaska (RN)
Demob Happy (ING)
Supercombo (ES)
Rincon Sapiência (SP)
Academia da Berlinda (PE)
Mad Monkees (CE)
Canto Cego (RJ)
Surf Sessions (DF)

Ingressos
Sympla

*Os ingressos meia-entrada são válidos para todos os casos resguardados por lei e para doadores de 1kg de alimento. 

Por Gabriella Riot

Aplicativo de realidade aumentada permite que você dê um zoom e anime as capas dos seu LPs


O nome do app mágico se chama Aria The AR Platform, através de seu projeto This Cover, de maneira bem descomplicada é bem fácil brincar com o app, disponível para os sistemas Android e IOS, após fazer download, é só espelhar a capa do seu LP na câmera e brincar, lembrando que parece não ser qualquer capa de LP, foram catalogadas no sistema do app, somente capas históricas do cenário musical, de bandas como Led Zeppelin, Sex Pistols, Daft Punk, dentre vários artistas e bandas, fora os LPs dá para extender e animar outras áreas de imagem também de acordo com sua criativdade.

Tom Morello e Serj Tankian fazem homenagem a Chris Cornell


No último sábado, dia 16 de maio, completou 2 anos da infeliz morte de Chris Cornell, ex vocalista das bandas Soundgarden e Audioslave.
Tom Morello, guitarrista da bandas Rage Against Machine e também da extinta Audioslave , fez uma homenagem para ele. Em uma apresentação solo, no festival americano Sonic Temple Art + Music Festival, tendo como convidado Serj Tankian do System Of A Down, para tocar o hit “Like a Stone” do Audioslave. Morello e Serj já se encontraram outras vezes, em 2008, na Prophets Of Rage, um dos variados projetos de Morello e para interpretar "Can't Stop The Bleeding" (feat. Gary Clark Jr. e Gramatik),  sua música solo.
Em breve Morello se juntará a banda britânica de rock Muse, na turnê “Simulation Theory”, turnê homônima de suporte ao lançamento do oitavo álbum do trio que teve sua estreia em fevereiro desse ano e se encerra em outubro próximo. A banda Muse tem apresentação marcada na edição do Rock In Rio, dia 6 de outubro, no mesmo dia, teremos nomes como Imagine Dragons, Nickelback e representando lado nacional Paralamas do Sucesso e dia 9 de outubro, fechando sua passagem pelo Brasil em SP, será que teremos Morello tocando com eles por aqui?


Fonte: NME

Assista a homenagem:



Por Gabriella Riot



Boogarins- "Sombrou Dúvida" (2019)


Hype: BOM

A celebrada banda goiana de rock psicodélico lança seu quarto álbum gravado nos E.U.A e desponta como uma das bandas mais interessantes da cena de rock independente brasileira. Sem se incomodar com o relativo sucesso, o grupo apresenta trabalho investindo em tudo que deu certo nos álbuns anteriores e implementando o lado "pop" do grupo aliado as misturas que são um misto de sons. A banda surgiu há 6 anos atrás com o primeiro disco, “As Plantas que Curam”, criado em Goiânia, o quarteto formado por Dinho (vocalista), de Benke Ferraz (guitarrista e teclista), de Raphael Vaz Costa (baixista) e de Ynaiã Benthroldo (baterista) é muito celebrado nos últimos anos pelo frescor das canções e musicalidade, principalmente no exterior. Só em festivais já cravou seus nomes no South By Southwest, Coachella, Primavera Sound e Rock in Rio Lisboa. O nome do trabalho “Sombrou Dúvida” é um jogo de palavras, uma contração de “Sombra ou Dúvida”, o primeiro single do álbum já lançado anteriormente. A banda se firma com letras que flertam com o obscuro ao mesmo tempo que lançam estímulos ao ouvintes. O diferencial da banda sempre foi a brincadeira de não seguir padrões e cada som ser uma surpresa vibrante. Leia o que achamos de cada faixa. "As Chances" o álbum começa na atmosfera lúdica da banda com uma canção que cresce a cada instante e acompanhado de efeitos. "Sombra ou Dúvida", a faixa que dá nome ao disco é mais pop, inclusive na voz de Dinho, com menos efeitos em relação a outras faixas. "Invenção" traz a musicalidade e o maneirismo presente na banda, misturando faixas e realizando uma brincadeira divertida entre músicas com um baixo interessante. "Dislexia ou Transe" tem toda pegada transcendental e psicodélica que virou marca registrada da banda. "A Tradição" surge como um freio na viagem com uma energia calma. "Nós" é uma balada obscura e atraente. “Tardança”, única não composta pelo vocalista/guitarrista Dinho, foi feita pelo baixista Raphael Vaz, que colocou seu balanço swuingado."Desandar" traz uma certa melancolia regada ao ritmo composto por guitarras sombrias. "Te quero longe" traz um ar bucólico sem perder a energia. "Passeio" fecha o álbum protocolando que mesmo em sintonia com seu som o trabalho finaliza com mais perguntas que respostas. A irreverência que caracterizou o "hype" da carreira do grupo se desponta principalmente pela curiosidade de rotas e muitas vezes rodeado de mistérios, as músicas ganham pontos a cada audição em uma nova vertente e esse trabalho tenta se concretizar e criar algum tipo de vínculo ao ouvinte porém não é um trabalho acessível e requer um tempo dedicado de audição. O ideal é se entregar ao imaginário musical da banda e alinhar expectativas com uma viagem transcendental de melodias.VIAJANTE.
Ouça nas principais plataformas musicais. 



Por Sérgio Ghesti

PITTY - "Matriz" (2019)


Hype: BOM

Cantora baiana deixa o hiato de 5 anos sem lançar trabalho de inéditas e celebra suas origens explorando ritmos característicos de sua terra natal, porém, com a certeza que a música regional também pode ser universal com um trabalho cheio de misturas e representação da sua versatilidade como cantora. A essência roqueira de Pitty permite um leque de experimentações não tão profundas mas sempre com uma sinergia muito boa no que propõe. Sua carreira começou em meados dos anos 2000 com seu bem sucedido álbum de estréia "Admirável Chip Novo" com espertas canções de rock. Consolidada no meio rock ela então mergulhou no indie no duo Agridoce em 2011 e shows com uma pegada de MPB. Na prática, Pitty mantém o espírito rebelde do início de sua carreira integrando o rock com outros ritmos, como o reggae, o rap e o axé. Essa predominância da cantora nunca foi pelo caminho mais óbvio e isso se tornou uma característica da sua carreira. Além das guitarras, as melodias e as baladas que sempre se fizeram presentes, suas letras sempre foram acessíveis com uma inteligente reflexão sobre a sociedade em que vivemos. O álbum chega em momento efervescente do cenário independente com bons artistas e trabalhos surgindo principalmente no nordeste e a cantora ajuda esse movimento fazendo parte dele com "Matriz", um trabalho que cresce a cada audição e demostra maturidade da cantora. Acompanhe nossas impressões faixa a faixa. "Bicho Solto" abre o trabalho com uma "intro" bem relacionado com os ritmos regionais que Pitty explora nesse álbum e a sua essência, ela diz na letra: “Eu me domestiquei pra fazer parte do jogo, mas não se engane, maluco, continuo bicho solto” mostrando que mesmo atingindo o mainstream ela respira o independente. "Noite Inteira" tem participação de "Lazzo Matumbi" e possui uma leveza muito gostosa até na atitude da letra: "Agente se junta pra fazer revolução, agente se junta pra falar besteira..." um dos acertos do trabalho. "Ninguém é de Ninguém" é a música mais próxima do que a cantora já realizou anteriormente com um misto de pop/rock com uma batida reggae no final. "Motor" é aquela balada que a cantora sempre faz para agradar uma parcela que fizeram de músicas como "Equalize" e "Na Sua Estante" grandes hits da cantora porém por incrível que pareça é um cover da banda alternativa Maglore. "Roda" traz parceria com "BaianaSystem" em faixa contagiante e grudada nos movimentos que estão em evidência misturando axé e rock, Pitty encara a parceria fugindo do óbvio. "Bahia Blues" é uma faixa que que mistura blues com uma batida pop que funciona bem. "Te Conecta" primeiro single lançado antes mesmo do trabalho já mostrava uma Pitty "Conectada" em um reggae muito gostoso que combinou bastante com a cantora. "Redimir" é uma canção bem estruturada no ritmo do som baiano sem definição própria, mistura um pouco de tudo. "Para o grande Amor" é uma balada animada e otimista. "Submersa" é dançante e fiel ao trabalho da cantora. "Sol Quadrado" traz parceria com "Larissa Luz" em batida de reggae para fechar o álbum precocemente. Matriz se revela um bom frescor para a cantora e um trabalho que pode ser necessário uma dedicação na sua audição para entender sua proposta e camadas. RENOVADA. 

FAVORITA DO ÁLBUM: "Noite Inteira"


13 músicas inéditas disponíveis nas principais plataformas digitais! 

´

Por Sérgio Ghesti


A Maionese Alternativa

Olá! que bom ter você por aqui!


Somos a Maionese Alternativa – Veículo independente de rádio web, que tem por finalidade promover a cultura alternativa de Brasília, do Brasil e do mundo, através da radiodifusão digital. Idealizado por Gabriella Riot e Bruno Caetano, o projeto Maionese Alternativa existe há 8 anos( 2011 - 2019), nascendo de um programa de rádio, da Agência ABRAÇO (Instituição de produção e distribuição de conteúdo radiofônico), de início chamado Terça Alternativa, que obviamente ia ao ar nas terças-feiras, depois, por necessidade de se adaptar a programação das rádios comunitárias em âmbito nacional que  faziam sua retransmissão, em dias diferentes, surgiu o nome, Maionese Alternativa, inspirado na música "Mayonaise" da banda de rock alternativo norte - americana The Smashing Pumpinks, mas com o sucesso de audiência, aliado a necessidade de fazer mais pela produção independente nacional, o pequeno espaço semanal do programa, não conseguiu segurar os ideais dos amigos, Bruno Caetano e Gabriella Riot, então homonimamente de maneira precursora do gênero na capital, no fim de 2014, surgiu  a web rádio Maionese Alternativa, com identidade visual, criada por Alessandro Gomes, parceiro dessa estréia nas ondas radiofônica virtuais, junto a Mi Rabelo, veiculando de maneira completamente independente variados programas; transmitindo por 24 h, a produção autoral, os clássicos e novidades da música, com entrevistas, drops informativos, notícias em tempo real e colunas musicais.
Nessa nova temporada surgem novos amigos e parceiros, Thiago Resende, Sérgio Ghesti e Francisco Amorim, todos no intuito de incorporar novas idéias, sempre buscando e filtrando, o melhor, na vasta, intensa e produtiva  produção musical nacional, para quem nos acompanha, mantendo nossa essência, na ousadia em pautar nossa programação em 85% de produção autoral independente musical.




Contato

Quer falar com a gente? indicar umx artista ou banda independente? pedir música? elogiar ou criticar, nos mandar seu som (não esqueça do release)? segue aí nossos contatos:

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 (61)981395607




Haynna e os Verdes - Um belo álbum, ou, um disco voador?


Por Bruno Caetano (Bruno Z)

“Cheguei, já posso me apresentar, o caminho foi longo; mas valeu a pena...”. A frase da música “Louca”, que abre o álbum de Haynna e os Verdes define bem não só o disco homônimo da banda, mas também, a estreia da coluna deste que voz fala.  Antes de escrever sobre esta maravilhosa banda, quero dizer que é com muita alegria que retorno ao pote da Maionese Alternativa com a coluna “BRockado: Comendo Rock-Cerrado”, onde abordaremos lançamentos independentes da cidade, ou ainda, discos que valem a pena ser ouvidos mesmo que não estejam em evidência no underground; entre outras dicas.
E não poderia ter outro momento melhor para exaltarmos as maravilhas que a nossa música independente continua produzindo. Apesar dos “pesares”, que falaremos em outras colunas, a criatividade junto à nossa incansável produção de responsa continua limpando nossos ouvidos das “ceras” que a mídia coagulada insiste em nos enfiar orelha a dentro. 
Mas ainda bem que o democrático mundo virtual nos permitiu a liberdade de ouvirmos o que bem entendermos; isso para quem não virou um zumbi da “fantástica fábrica” de ouvintes inoperantes mordidos pela mídia (Vide “Só Toca Top”...argh)! Mas você com certeza não, meu leitor. Você está aqui, na Maionese Alternativa, você está a salvo! (Yesss!)
Ouvir o novo ainda é um desafio para muitas pessoas. Uma dica para quem tem preguiça, e com certa razão, de ouvir alguns artistas independentes, é você começar pelas influências que te fazem escutar um som. É rock, é blues, punk, hard, black, soul, indie, MPB? Comece pelo que você já curte nos estilos clássicos, e veja quem do independente na sua cidade está fazendo algo parecido. Você, com certeza será um grande colaborador para a continuidade da produção. O que é muito importante. 
Mas vamos ao disco: Haynna e os Verdes! A belíssima voz da cantora se torna peculiar não só pela qualidade técnica, mas também por um sotaque que ninguém sabe de onde vem ao certo, mas que nos faz querer viajar para lá. Impressões a parte, a piauiense Haynna Jacyara canta muito, e só pelo vocal, o disco já alcançaria uma boa nota. Quanto ao instrumental, se você gosta de Rock, você vai curtir. Se gosta de soul, você vai curtir. Se curte blues, vai amar. Seu negócio é pop, ou uma MPB mais alternativa: Você vai adorar! E se é para trazer o “iê iê iê” de volta, que seja assim, com os versos que o mundo atual precisa ouvir. Estas são características raras de um álbum de estreia que já chegou em todas as plataformas digitais de música, e também já anda circulando por aí em formato físico. 
A banda formada em 2013 conta com Haynna Jacyara nos vocais, Rian Sodré (baixo), Jhonata Pikeno (bateria), Daniela Vieira (teclado) e Betinho Matuszewski (guitarra). Gravado no Estúdio Refinaria em outubro (2018), o álbum produzido por Alan Pinho se define com muita psicodelia distribuída em todo o trabalho. A incrível arte gráfica foi desenvolvida pelos conterrâneos de Haynna, os piauienses Andrei Nunes e Mozart Menezes, que além da capa, fizeram um desenho diferente para cada uma das dez músicas do disco.  E você pode conferir todas elas pelo canal da banda no YouTube, e aproveitar, é claro, para curtir as músicas. 
“Eu te acho, no meu diário a ser aberto, e nas canções do Roberto, você está...”. O verso da música “Retrato Falado” revela nossa fabulosa jovem guarda, como uma das influências dos Verdes. O estilo é notado não só nas frases diretas de Haynna, mas também no instrumental sofisticado, porém, livre do pudor de passear também pelas ondas bregas da nossa música. E isso é ótimo. 
Falando em versos diretos, a romântica “Love Song”, já bem conhecida para os que acompanham a banda desde o início, é talvez uma das faixas mais fortes do disco.  As frases marcantes, alongadas, e que pretensiosamente desafia os espaços de tempo dos acordes, são forradas por um blues apaixonante. A guitarra solo de Betinho, divide a canção entre a reflexão do texto e a despedida da música. O que a deixa com um gostinho de “já acabou? Preciso ouvir de novo...”. Mesma sensação ao ouvir as belíssimas “No Canto” e  “Pão de Lu/ Insônia”, que apesar de mais longas, ainda sim nos deixam viciados pelas poesias concretas cantadas por Haynna
A música “Beijos e Cacos” é uma linda balada acelerada pela pegada do rock. Uma declaração de amor que foge do lugar comum, onde as palavras fincam no peito e dificilmente são extraídas. A melodia pop parece consolar o desespero dos versos, e o resultado é a medida certa entre quantidade de tempero e conteúdo. Na minha humilde opinião, uma ótima faixa para se trabalhar; rolar nas rádios e apresentar a banda ao resto do Brasil
“Falem mal, mas falem de mim. Falem bem, mas pensem em mim”. O Rock incisivo de “Holograma” tem pesados riffs acompanhados do belo órgão tocado pela musicista Daniela Vieira, que por sinal, trava uma bela disputa com a guitarra. A batalha dos versos contra o preconceito e falta de personalidade completam o objetivo da canção: dar um ótimo recado com atitude e entusiasmo. As mesmas características podem ser ouvidas em “Verde”, que completa o diálogo repetindo os versos: “Não me admire, não se admire não”. 
Um jazz intimista, com características contemporâneas de um "Radiohead" pós anos 2000, vem com a faixa "Você". Música romântica com poesia crescente e avassaladora. O instrumental jazzístico é quebrado conforme as frases na voz de Haynna vão se exaltando. O notável órgão que permeia com sua qualidade em todo o disco, é o que traz de volta na canção, o que a banda apresenta em todo o álbum: a personalidade. 
O quinteto nos presenteia com outro experimentalismo surpreendente na faixa “Mistério”, que tira qualquer dúvida sobre quem se pergunta se este é um disco de rock. É sim! Tanto pelo contexto das letras quanto pela sonoridade. São dez faixas que agradam todos os ouvidos que presam pelo gênero. Se você é roqueiro, escute e se revigore. Se não é, boa viagem também.
Parafraseando o maluco beleza na canção "S.O.S", Haynna e os Verdes podem soar como “A moça e os moços do disco voador”: pelo lúcido passeio psicodélico que fazem pelo nosso tempo; resgatando o que de melhor existe em suas influências com poesia inteligente e a importante mensagem do amor, da atitude e do respeito. As impressões que ficam? Bom... É novo, é antigo, é contemporâneo, subversivo, nostálgico e atual. Ou seja, todas as características que uma obra precisa para ser, de fato...atemporal!
Ouçam!

Haynna e Os Verdes

Gravado ao vivo no Refinaria Estúdios em outubro de 2018
Direção musical, gravação, mixagem e masterização: Alan Pinho
Assistentes de gravação: Marcelo Seabra e Diogo Mutti
Edição: Marcelo Seabra
Arte e capa: Andrei Nunes e Mozart Menezes
Produção Executiva: Aisla Amorim
Produzido por Alan Pinho
Co-produzido por Haynna e Betinho Matuszewski
Voz: Haynna
Guitarra e violão: Betinho Matuszewski
Teclado: Daniela Vieira
Baixo: Rian Sodré
Bateria: Jhonata Pikeno
Baixo na música "Você": Alan Pinho

Álbum disponível em todas as plataformas digitais de música.


FAQ_

Sobre a rádio web:


Como posso ter minha música disponível na programação da rádio?
Somente nos enviar seu trabalho em qualidade comercial,  nos formatos MP3 ou  WAV, ou os links das plataformas de streaming musicais, Spotify ou Deezer, se estiver disposto seu material nelas,  juntamente ao um release, a escolha do seu trabalho vai depender de se adequar a essência do nosso trabalho e será colocado na grade horária, respeitando as mudanças da programação que geralmente são mensais e que claro não tenha em sua composição ou posição, discurso de cunho racista, machista,  fascista, LGBTfóbico, esteta e variantes.

Que horas toca minha música para eu divulgar?
Como questão de respeito as outras produções de artistas e bandas que tocamos na nossa programação, não divulgamos os horários, no intuito de que aja prestígio e audiência à toda obra independente e autoral em questão, salvo sob serviço de divulgação a combinar. A Maionese Alternativa trabalha com uma programação de 12h, que se repete 2 vezes por dia, portanto garante a cada artista e banda escolhida para tocar na programação em voga, duas vezes de exibição diária, salvo queda de energia no local ou problemas com a conexão com a internet.

Como funciona a programação da rádio?
São 24 horas alternadas entre sons independentes, clássicos musicais, lançamentos, sejam do mainstream ou independente, entre mini playlists, mini “programas” e programas no geral, sejam de produção própria, de retransmissão ou de parcerias, em um formato moderno e completamente otimizado e análogo as novas interações em formato digital.

Como posso ter um programa de rádio na Maionese Alternativa?
A Maionese Alternativa agrega e difunde ideias legais e que de alguma forma façam diferença, pensando nisso cedemos espaço a novas produções independentes que de alguma forma tenha nos chamado atenção, sejam por projetos enviados a nós, ou por produções que tenhamos descoberto, se você tem uma ideia legal e tem interesse em ser colaborador da nosso rádio, é bem simples, só nos enviar  seu projeto, de preferência com uma gravação demonstrativa seja artesanal ou profissional e enviar no nosso e -mail: programamaionesealternativa@gmail.com , feito isso, só aguardar nosso contato.

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