Maionese Alternativa: 2019

Rock de Peito - 3ª edição I Engajamento, histórias, música e afeto invadem o Zepelim domingo

Vem aí  a  3ª Edição Rock de Peito – Evento beneficente em prol do tratamento oncológico da nossa pequena multimídia Gabriella Riot acontece neste domingo (13/10) a partir das 19h no Zepelim (Guará - DF) .
Outubro chegou, e  com ele mais  edição  icônica e afetuosa do Rock de Peito – !O impactante conceito no título e tema do evento, não é por acaso. Se trata da terceira edição do festival que reúne bandas com mulheres na formação, em prol de uma causa nobre: o tratamento da radialista e produtora multimídia, Gabriella Riot,  idealizadora  e responsável  pela Rádio Web Maionese Alternativa. Criado em  2017,  pela artista e sua amiga Mariana Camelo e abraçado  com toda carinho pelo Zepelim, fora a intenção de ajudar financeiramente o intuito do evento se aprofunda no engajamento com a campanha de Outubro Rosa como objetivo principal alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer, aproveitando o contexto feminino e  fomentando  também a produção artística feminina da capital. Diversos artistas já   deram sua contribuição  e  importante  afeto a essa nobre campanha, como as às bandas Penúria Zero, Anillá, Lud, Luc (da banda Xavosa), Jully Dourado, Cherry Bomb, Athena Classic Rock, Haynna e os Verdes, Matamoros e Bianca da banda icônica banda de punk rock feminista Bulimia. Além do agregamento total com o cenário musical da cidade o o evento também vem esse com  mais uma  história verídica
Maryllusion
no combate pessoal  na luta contra contra o câncer, fora a história da Gabi, temos também a batalha de Aline Moura, que felizmente já atingiu sua remissão e espera ansiosa sua cirurgia de reconstrução mamária, Aline Moura além de abrilhantar de boas energias o evento, também tem um forte potencial de vocalista  e lidera com com competência a banda Maryllusion,  atração também do evento além de emprestar seu poderoso  vocal a tributos musicas na cidade. O evento acontecerá no próximo domingo (13/10) no Zepelim Burger (QE 40 rua 11 Guará 2), a partir das 19 h. O line-up dessa edição conta com atrações expoentes no atual cenário do rock autoral do DF, todas lideradas por mulheres, mostrando a força feminina da cidade: Maryllusion, Binarious e Venture; e nos intervalos dos shows, tem a discotecagem da musicista e DJ, Mariana Camelo. A entrada custa R$ 10,00,  há também, a uma venda virtual  para o sorteio de uma guitarra "Squier da Hello Kitty", modelo limitado.
Acesse a rifa por aqui.
Toda a renda será revertida para uma das maiores divulgadoras do rock independente e autoral da cidade, a própria Gabi.

Venture
Desde 2016, quando recebeu o diagnóstico de uma metástase, decorrente de um câncer que se iniciou na mama, Gabriella Riot,  com as conhecidas dificuldades pra se tratar no sistema SUS convencional enfrenta uma árdua luta que demanda muitas viagens, internações, remédios e exames, todos realizados no Hospital de Câncer de Barretos (SP) .  Para ajudar a custear o tratamento, já foram realizadas várias ações, dentre elas, rifas, campanhas de financiamento coletivo, e claro, o já tradicional Rock de Peito - evento que também marca o “Outubro Rosa”, mês da prevenção ao câncer de mama. 
De acordo com a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, o câncer de mama é o tipo de câncer mais comum no Brasil, e segundo no mundo, vindo depois do câncer de pele. A ginecologista Fernanda Torras, explica que o câncer de mama, é uma desordem das células de origem mamária.
Binarious
“Ele é um câncer de detecção precoce e com alta taxa de cura, mas se a gente perde o momento de detecção precoce, ele é grave, traz óbito e é a principal causa de morte entre mulheres jovens no mundo por câncer. Geralmente, ele é descoberto por um nódulo indolor”.
Em decorrência destas características, é que a campanha do Outubro Rosa  que ressalta a importância do auto exame, não só no mês de prevenção, mas durante todo o ano.  O amor de artistas independente do Distrito Federal por Gabriella Riot transformou o Rock de Peito, não só em um festival beneficente, mas também, num evento de conscientização e alerta sobre os cuidados e prevenção ao câncer de mama. Participar desta ação
Dj Mariana Camelo

 é confirmar o amor pela vida e exaltar o carinho que temos pelo próximo e com as pessoas que tanto amamos. Participe, se informe, cuide, previna, ajude; e ouça a música que vai além do coração, e que pode salvar vidas. 


“Que a presença da mulher no rock não seja apenas lembrada no outubro rosa, mas durante todo o resto do ano.” - Mariana Camelo.




Serviço:

Rock de Peito – Música Além do Coração

Data: Domingo (13/10)

Local: Zepelim (QE 40 rua 11 Guará 2)

Horário: 19h

Entrada: R$ 10,00 (Arrecadação revertida para o tratamento de Gabriella Riot)


Atrações: 



 - Maryllusion
 - Venture
 - Binarious
 - Dj Mariana Camelo nos intervalos

Discotecagem: Mariana Camelo na abertura e no intervalos dos shows, levando um set recheado de girl power e muito rock n’roll!


Por Bruno Caetano



Artistas do Distrito Federal eternizam em forma de música, campanha contra o suicídio


O “Setembro Amarelo” acabou, mas a campanha de valorização a vida foi eternizada em três canções de artistas independentes do Distrito Federal. Em músicas que falam sobre depressão e força para seguir em frente, o cantor e compositor, Bruno Z, e as bandas Profans e My Last Bike, abordam os temas com poesia e rock. Dados do CVV (Centro de Valorização a Vida) mostram que o suicídio no Brasil é a terceira maior causa de morte entre os jovens; e no mundo, a cada 40 segundos, uma pessoa se mata. Diante destes dados assustadores, roqueiros de Brasília sentiram que a campanha do “Setembro Amarelo” precisa continuar o ano inteiro, e que a música é uma forma eficaz para deixar o tema em constante evidência.
Músico há mais de 15 anos, o cantor e compositor brasiliense, Bruno Z, lançou no dia do seu aniversário (18 de setembro), a canção “Continue” - uma balada “indie rock”, que fala sobre força para enfrentar as adversidades na hora da dor e esperança por dias melhores. “Por mais que se pareça, esse chão é o céu de algum lugar; por mais que se pareça, toda chuva adoça um pouco o mar”. De acordo com Bruno Z, os versos do novo single são formas de mostrar que todo sofrimento tem fim, e tudo é um aprendizado. “Viver sempre melhor que desistir, pois o futuro nos reserva algo de bom”, ressalta o artista.
“A canção é uma forma que encontrei de levar esperança em horas de desespero. Seu lançamento, aconteceu em setembro, com a campanha de prevenção ao suicídio. Porém, mais do que isso, é um alerta para que durante todo o ano, fiquemos atentos em reservar um olhar de compreensão, ouvidos para quem precisa desabafar, e palavras sobre a importância de seguir em frente”, explica Bruno Z, sobre sua nova composição.
“Não feche os olhos, não deixe a escuridão tomar conta de você, só feche para orar. As estrelas brilham, uma acaba de cair, faça o seu pedido já”. Os versos fortes e carregados de boas energias são da canção, “Dias Melhores”, da banda Profans. O grupo que nasceu na cidade do Guará (DF) busca influências no Ska, Reggae e Rock, se tornou ao longo de seis anos de estrada, uma das bandas mais ativas de seu estilo no Distrito Federal. Para o compositor Thiago Silva, o poder de uma música e indescritível, e compartilhar os versos em melodias de força e fé, pode salvar muitas vidas.
“Fizemos a música em prol desta campanha linda e tão importante que deve continuar o ano inteiro. A depressão é silenciosa e mortal. Queremos que as pessoas compartilhem essa música com aquele amigo que você não vê há algum tempo, com aquele parente distante. Compartilhe essa ideia, você pode estar salvando uma vida”, alerta o vocalista da banda Profans.
Com um estilo mais punk-rock, porém, sem deixar de ser poético, a banda My Last Bike lançou também no mês de setembro, a música “Sobre a Ponte”. Segundo o guitarrista, Bruno Formiga, a nova música quer quebrar o estigma de que “homens não choram e não demonstram seus sentimentos”. O músico afirma que fortes são aqueles que mostram suas vulnerabilidades e que buscam apoio quando precisam, e que, não há nada de errado em demonstrar nossas emoções, pois isso só nos faz crescer como pessoas.
“Uma das grandes lições do punk rock é a de que não estamos sozinhos. Afinal, punk rock é sobre amizade, é sobre união, é sobre fazermos juntos nós mesmos! Por isso, resolvemos lançar a música "Sobre a Ponte". Para mostrar que se um dia já fomos aquele homem que pensou em suicídio, hoje estamos aqui para ouvir e dar suporte. Falar é sempre a melhor solução” ressalta o artista da banda My Last Bike.
Para ouvir e compartilhar as músicas e vídeos dos artistas do Rock Brasília que ressaltaram a importância da campanha de valorização a vida, acesse os links abaixo e aproveite para saber mais sobre as bandas e novo rock autoral da cidade. Conheça as músicas e saiba mais sobre:


Bruno Z - Continue



Instagram: @brunozcaetano

My Last Bike - Sobre a Ponte


Instagram: @mylastbike_
Facebook:  https://www.facebook.com/bandamylastbike/

Profans - Dias Melhores


Instagram: @banda_profans
Facebook: https://www.facebook.com/profansband

*Algumas das músicas já se encontram disponíveis nas principais plataformas de streaming musical.


Foto: Reprodução
Por Bruno Caetano




Festival Samamba Rock - 2019 I Votação já começou! Escolha sua banda favorita para tocar!


Começou ontem (10/09) o processo de votação das bandas pré selecionadas para participar da edição desse ano do Festival Samamba Rock. Com o total de 128 bandas inscritas e 62 selecionadas através de seletivas, a votação vai até o dia 26/09, onde somente as 5 bandas mais votadas pelo público participarão dessa edição do festival.
A votação está sendo feita através de um formulário virtual onde as 62 bandas estão dispostas para uma única seleção, são bandas de variados gêneros e de diversas partes da cidade, disputando a oportunidade de se apresentar no palco do Festival Samamba Rock. Com anúncio das bandas mais bem votadas marcado para o dia 27 de setembro, as bandas participarão do festival, nos dias 25 e 26 de outubro, então não perca tempo e escolha já a sua, só  acessar o formulário

https://forms.gle/DSTUmo1791qYz9pA6.


Samamba Rock

Em 1998 em outubro, na região administrativa de Samambaia - DF, começou o embrião do Samamba Rock, ideal conjunto, de produtores locais e coletivos independentes que juntos na intenção de organizar e difundir ideias, criando então o Instituto SOLID’ART. Após diversos projetos culturais, mini festivais como o Samamba Rock Mini e do Residencial Samamba Rock é que se configura historicamente o festival. Com seminários, debates e palestras com temas voltados a vivência musical, cultural e a valorização da produção local, com temas como "Rock Brasiliense Patrimônio Imaterial”, “Cultura na Periferia” e “Produção Independente”, não só voltados a coletivos, produtores e artistas mas também com acesso aberto ao público.
Esse o ano o Samamba Rock vem comemorar também os 30 anos da região administrativa da Samambaia, trazendo atrações nacionais já conhecidas como as bandas, Plutão Já Foi Planeta (RN), Cara de Porco (RJ),Vulcano (SP), Bastard (BA), contando também com bandas da cidade já confirmadas, a banda Macakongs 2099Joe Silhueta, fora as 5 bandas mais votadas pelo público. O Festival acontece nos dias 24 e 25 de outubro, numa infeliz colisão de datas com outro importante festival da cidade, o Porão do Rock, o que anda gerando muita reclamação nas redes sociais, A equipe do Festival Porão do Rock afirma que eram as únicas datas disponíveis para realização do evento, que seria inicialmente no mês de agosto, nos dias 16 e 17, mas por problemas do uso do local onde seria realizado, o Mané Garrincha, para a realização de um jogo de futebol do Campeonato Brasileiro, teve de adiar suas datas, que infelizmente colidiram com as datas do Samamba Rock, deixando o público na dúvida de qual festival prestigiar. 


Foto: Reprodução
Por Gabriella Riot


Na sua 34ª edição, vem aí mais uma edição do festival Ferrock.




Desde de 1986 de forma consecutiva, à região administrativa da CeilândiaDF, sedia um dos mais importantes festivais undergrounds de música e arte nacional, o Ferrock. Realizado pelo Centro Cultural Ferrock, Organização da Sociedade Civil (OSC) sem fins lucrativos, o projeto nasceu na intensão de fomentar e valorizar nosso patrimônio cultural. Datado como o festival mais antigo da capital, e por lógica, talvez do Brasil, o festival tem como característica a junção de grupos e artistas de rock aos de cultura popular e tradicional. Com apelo periférico a história do Ferrock tem envolvimento e se confunde com a cultura e as tradições da Ceilândia, cidade que conta com a maior população do DF, com a maioria de origem nordestina, que possui uma cultura bem diversa e rica, o festival vem sendo muito importante na difusão da cultura ceilandense. 
Nos seus 34 anos de história, o festival trouxe ao público diversas atrações, não só de artistas independentes da cidade, como nacionais e também internacionais, como o Ira!, Ratos de Porão, Cólera, Made in Brazil, Blues Etílicos, Som Nosso de Cada Dia, Zé Ramalho, Dominguinhos, O Terço, Angra, Krisiun, JJ Jackson (USA), Napalm Death (Inglaterra), Suffocation (USA) e Johnny Winter (USA), refletindo bem a mistura cultural do evento. 
Com diversos projetos paralelos, o projeto teve como destaque esse ano, o Ferrock Arte nas Escolas, onde bandas e artistas se apresentavam nos intervalos escolares de 12 escolas selecionadas em diversas partes da Ceilândia, levando arte e cultura na sua programação escolar e o convívio com a cultura rock da capital, agora Patrimônio Cultural Imaterial da cidade. Na sua 34ª edição, o festival trás como de costume atrações musicais locais e nacionais, encabeçadas pelo metal da banda Sepultura e da atração internacional Tim Ripper Owens, além de ter como atração também a Feira Otaku (de animes e mangás), mais uma vez trazendo a Ceilândia cultura e diversidade, fugindo do clichê “Plano Piloto.”
Saiba mais acessando o evento. ou  ferrock.org



Ferrock 2019

Data: 21 de setembro
Local: Praça do Trabalhador - QNM 13

Entrada: 2kg de alimento perecível (exceto sal, fubá e farinha de trigo).

Galpão Cultural (a partir das 10h) 

Brincadeiras populares com Curumim
carrinho de rolimã, bete, pebolim, queimada e muito mais.
Feira Otaku Arena Games, cosplay, exposições, caricatura e maquiagem otaku.



Palco Francisco Roquelane

BraZAttack (DF) 13h
Cerrado Kentucky (DF) 14h
Marssal (DF) 15h
Dominus Praelii (PR) 16h
Steel Warrior (SC) 17h20
Trio do Nordeste Forró (DF) 18h40


Palco Cleber Almeida 

Naughty Dog (GO/DF) 13h30
Podrera (DF) 14h30
Armum (GO) 15h30
Máquina Blues (SE) 16h40
Fernando Noronha e Banda Black Soul (RS) 18h
Martinha do Coco e Grupo (DF) 20h


Palco Ceilândia Sul

Catira dos Irmãos Vieira (GO) 15h
Viola Caipira dos Irmão Vieira (GO) 15h30
Orquestra de Cavaquinhos (DF) 16h20



Palco Ceilândia Norte

Sepultura (BR) 20h40
Tim Ripper (USA) 19h10



Por Gabriella Riot


Ocupa! Festival de Artes Contemporâneas l Imersão cultural invadindo os sábados da capital em setembro


De 07 a 29 de setembro acontece na capital a 1º edição do Festival de Artes Contemporâneas Ocupa!. Ambientado na Piscina de Ondas do Parque da Cidade, um dos locais mais clássicos e nostálgicos de Brasília, espaço de diversos projeto culturais, na intenção de reavivar sua utilização, o projeto vem na iniciativa de ocupar com intervenções de arte de “arte, cenografia, música e diversão, cultura urbana e comportamento”. 
O Festival trás a Brasília artistas de expressão, como CÉU, Alice Caymmi, Clarice Falcão, Roberta Sá, Mahmundi e Chico Chico dentre artistas da cidade: Natalia Carrera, Raquel Reis,Jean Tassy, Samba Urgente e das bandas O Tarot e Ellefante. Com o intuito do convívio diverso e de imersão no âmbito artístico plural multicultural. O Ocupa!, substancia os 4 sábados de setembro no Parque da Cidade, destacando três eixos: Artes Visuais, Música e Cinema.  Com ingressos gratuitos limitados e com preços populares você pode ter acesso ao festival adquirindo seu ingresso pelo Sympla


Festival de Artes Contemporâneas Ocupa! 


07 de setembro

- Alice Caymmi

- Chico Chico

- Jean Tassy (DF)

__________________


14 de setembro

 - Samba Urgente (DF)

- Roberta Sá (RN/RJ) 

__________________

21 de setembro

- Clarice Falcão (RJ)

 - Mahmundi (RJ)

- Lupa (DF)

- O Tarot (DF)
__________________

28 de setembro


- CÉU (SP)

- Ellefante (DF)

- Natalia Carrera (DF)

- Raquel Reis (DF)

_________________

Por Gabriella Riot



Cássia Eller l Álbum ao vivo é relançado em versão ampliada com poemas e canções de Cazuza, novas versões e menção à obra de Noel Rosa











Em 1997 Cássia Eller lançou ao álbum ao vivo “Veneno 
antimonotonia” com produção do poeta Wally Salomão, o disco foi gravado em 3 shows no Teatro Rival no RJ. Com canções de Cazuza, experimentações à música flamenca do popular cantor espanhol “Camarón de la Isla” e parcerias, os shows são considerado pela crítica como umas das melhores apresentações de Cássia. Sempre enérgica nos palcos essa foi a primeira gravação do seu potencial explosivo ao vivo. Com faixas que ficaram de fora da versão original foi lançado “Todo veneno vivo”, com versões de  canções do Cazuza, Luiz Melodia, Legião Urbana, Elaine Moraes (Lan Lanh)/Marcio Mello, Lobão, Rita Lee/Roberto Carvalho e citação de versos de “Coisas Nossas” de Noel Rosa, na clássica canção pop “Brasil” do Cazuza, que abre o disco, entre versões bem diferentes com trechos dos clássicos Rolling Stones, “(I Can’t Get No) Satisfaction” e “Let’s Spend the Night Together”, o álbum nos presenteia com 24 faixas. 



A primeira versão do álbum ao vivo “Veneno antimonotonia” foi um marco muito importante na carreira de Cássia Eller, que logo após seu lançamento fez abertura de shows de Bob Dylan e Rolling Stones, culminando no álbum “Com você... meu mundo ficaria completo” um dos álbuns que levou Cássia a ser reconhecida por um público maior e selou sua parceria de vez com Nando Reis.
Documentando a densa força do seu vocal e experiência de palco, “Todo veneno vivo”, nos faz redescobrir Cássia,  na impossível possibilidade de não se encantar novamente, e é de uma nostalgia fascinante.

"Todo veneno vivo" já se encontra disponível em todas as principais plataformas de streaming:



Fotos: Reprodução
Por Gabriella Riot

Factory Records celebra seus 40 anos com grandes lançamentos e exposições












 A icônica gravadora Factory Records completou em janeiro 40 anos e para comemorar vai lançar dois box – sets e duas grandes exposições com a história da gravadora. 

Joy Division, New Order, Happpy Mondays e The Durutti Column fazem parte do material de artistas e bandas da gravadora.
A primeira caixa, “Use Hearing Protection” é uma compilação dos dez primeiros registros feitos e catalogados pelo selo.

USE HEARING PROTECTION:FACTORY RECORDS 1978-79
                                                                 
A segunda caixa,“Factory: Communications 1978-1992” vem com 63 músicas do período em que a gravadora tinha apenas 15 anos.
FACTORY COMMUNICATIONS:1978-92

Para celebrar seus 40 anos de excelência, além das caixas com esse material especial, haverá também uma exposição também chamada de “Use Hearing Protection” em Londres, que acontece 13 de setembro a 25 de outubro 
 com a mostra de 50 primeiros itens da gravadora até 1982,

      

todos catalogados por números de fábrica, com matérias de Joy Division, New Order, A Certain Ratio e The Durutti Column e com artes de Peter Saville, aclamado designer gráfico britânico responsável por diversas capas clássicas na história da gravadora. Uma versão em maior escala de exposição “Use Hearing Protection” preparada pelo Museu de Ciência e da Indústria em Manchester, vai completar a comemoração, essa está prevista para julho de 2020. Dos itens que compõe as caixas temos ainda cds do Joy Division, EP’S compilando diversos artistas da gravadora¸ como Cabaret Voltaire, John Dowie e The Durutti Column, revistas, vinis, cartazes do selo e até um temporizador de ovos da Factory Records, entre outras coisas. Com o lançamento do primeiro box dia 11 de outubro, e do segundo, dia 8 de novembro, ambas com edição limitada  de apenas 4.000 cópias. Se você quiser comprar  é só acessar a aba da Factory Records no site da gravadora  britânica Rhino bem aqui.

Fonte: NME
Fotos: Reprodução

Por Gabriella Riot

PicniK I Música, moda, gastronomia e diversidade na capital esse final de semana


Acontece esse final de semana na capital, mais uma edição do PicniK Festival. Nos dias 10 e 11 de agosto o Memorial dos Povos Índigenas recebe o festival alternativo mais em ascensão da cidade, com arte, comidas, bazar e artefatos indígenas, o evento esse ano trás mais uma vez um rico arsenal de artistas e bandas para audição do seu público cada vez mais cativo e exigente, com shows cada vez mais aclamados, essa edição trará shows de destaque com Hermeto Pascoal (AL), Otto (PE), Ava Rocha (RJ), Teto Preto (SP), Felipe Cordeiro (PA), a banda portuguesa de post punk/blues  The 
Dirty Coal Train, além de diversos artistas e bandas independentes da cidade e nacionais. O festival trás também diversos espaços que se agregam e se expandem dentro da proposta musical de entretenimento, vai ter Mercadinho de Moda, Arte e Design, espaço para tatuagens no projeto The Flash Day Tatoo, com o intuito de unir tatuadores de Goiás e artistas visuais do Distrito Federal, a exposição Bosque das Línguas Indígenas no Brasil I Exposição Séculos Indígenas no Brasil, trazendo a discussão e a conscientização sobre o uso e a defunção das línguas indígenas nacionais, a instalação Madeira, Poeira e Concreto, uma homenagem de Leandro Mello aos candangos, construtores da capital, com telas pintadas a partir de stencils e serigrafia, a instalação Acervo PickniK, Beatriz Chaves une o Festival as artes plásticas, fomentando produções de artistas contemporâneos, a Feira de Vinil PickniK com a participação dos expositores Discambo, Marcondes & Co., Bananeira Discos, Givaldo Discos, Boa Viagem Discos, Baked Vinyl, Dom Pedro Discos, Garimpo do Vinil, Filial do Rock, Alternative Discos, Berlin, Fun House, Betão Discos e Bacural Discos, com a ideia do coletivo da feira de discos se integrar a outros elementos da esfera alternativa que o evento propõe, O Cine Net Claro, ao ar livre serão exibidos “produções selecionadas foram realizadas com 
Memorial dos Povos Indígenas por Dênio Simões/ AGÊNCIA BRASÍLA
protagonismo de indígenas que se apropriam do audiovisual para projetar suas visões de mundo, moldadas pelas diversidades culturais e territoriais que demarcam nas telas a unidade de seus corpos e terra”. Além desses destaques na programação, é claro que há todo um requinte e sofisticação em relação a gastronomia, afinal estamos falando de um Picnick, com chefes de conceito, jovens talentos e foodtrucks de ênfase na cidade pautando a “diversidade, qualidade e riqueza gastronômica brasiliense”. Falando em diversidade é claro não poderia faltar a Área Vegana, com diversas opções para o público em uma parceria bem legal com a FALA – Frente de Ações pela Libertação Animal. O Festival trás diversos espaços, que contemplam também o teatro e áreas especiais para crianças, separadas por faixa etária, além das questões de sustentabilidade e apoio ambiental. 


Programação musical

Palco Principal

Sábado 10/08

14h - Kervansarai (DF)

15h30 - Apicultores Clandestinos (SC)

17h - Felipe Cordeiro (PA)

18h30 - Rios Voadores (DF)

20h - Ava Rocha (RJ)

21h30 Teto Preto (SP) 
______________

Domingo 11/08

14h - Joao Pedreira (DF)

15h30 - SCLRN (DF)

16h30 - Glue Trip (PB)

18h - Ops (DF)

19h30 - Otto (PE)

21h - Hermetto Pascoal (RJ)

Palco Auxiliar 

Sábado 10/08

13h30 - Igor Torres (DF)

14h30 - Zéfiro (DF)

15h30 - Moon Pics (DF)

16h30 - Sick (MG)

17h30 - EATNMTD (SP)

19h - Isaurian (DF)

20h - Huey (SP)

21h30 - Noide (PR) 
_______________

Domingo 11/08

13h30 - Judas (DF)

14h30 - Azura (DF)

16h - Tynkato vs O Baixo Astral (DF)

17h30 - Leza (SP)

19h - Ivan Motosserra (BA)

20h - Dirty Coal Train (POR)

21h30 -  Almirante Shiva (DF)


Foto: Reprodução PicniK
Por Gabriella Riot

Porão do Rock I Com shows das bandas Gloria, Autoramas e Matanza Inc., Seletivas acontecem esse fim de semana


Sexta – feira começa a largada independente para o Porão do Rock 2.1. Dos dias 9 a 11 de agosto, diversas bandas e artistas da cidade, ao todo 30, disputaram 3 vagas para tocar no palco do Festival. Avaliados por um júri com músicos, produtores e formadores de opinião e pelo público presente no evento, as bandas e artistas terão 15 minutos de apresentação, contando sua presença de palco, a singularidade das canções e a diversidade de estilo. Com shows das bandas Cadibódi (DF), Totem (DF), PlantaE (DF), Matanza Inc. (RJ), Glória (SP) e Autoramas (RJ), completando a festa. 



Serviço: 

Seletivas Porão do Rock 2.1

De 9 a 11 de agosto 

Local: Estacionamento do Teatro Nacional
Entrada: 1k de alimento não perecível.


Programação


09/08 – Sexta – 18h30

Art of Khaos

Darkrazor

Escolta

Imortal Joe

Pandion

Primal Wrath

Prollogy

Red Old Snake

Tenesso

Apostasis

Cadibódi

Glória 

__________________

10/08 – Sábado – 18h

Aura Quartzo

Mariana Camelo

Humbold

Binarious

Paradisi

Judas

Saci Were

Hayna e os Verdes

Originalman

Ciclone na Muringa

PlantaE

Autoramas 

____________________

11/08 – Domingo – 17h

Walk Again

Malice

Venture

Morreu Polaris

Caos Lúdico

Jambalaia

Transquarto

Litieh

Volt Vandré

Gerson the Veras

Totem

Matanza Inc.



Escute nossa playlist com algumas bandas e artistas que participarão da seletivas :


Por Gabriella Riot


 Saiba mais:

Reinventado, Porão do Rock 2.1 vem aí!



Scalene I Com seu novo álbum ' Respiro', banda acerta na pegada MPB e amadurece em trabalho rico em detalhes.


Scalene "Respiro" - 2019

A banda brasiliense Scalene formada por Gustavo Bertoni (voz), Tomás Bertoni (guitarra), Lucas Furtado (baixo) e Philipe "Makako" Nogueira (bateria), desponta como um dos destaque da atual cena musical do país. Muito antes de ser nacionalmente conhecida por sua participação em um reality show musical, a banda já possuía uma carreira em ascensão incluindo o bom álbum Real/Surreal (2013), viagens ao exterior e uma participação no festival Lollapalooza. Após serem vice-campeões do extinto programa de competição musical Superstar, da Rede Globo, a banda intensificou sua ousadia nos trabalhos Eter (2015) e Magnetite (2017) que conseguiram manter o nível das composições da banda em crescente. A popularidade do grupo também gerou polêmicas em suas vidas pessoais e parcerias interessantes com outros artistas em ascensão, como: SupercomboFar From Alaska e Francisco El Hombre. Respiro amplifica a visão da banda sem comprometer sua essência como fonte criativa. O rock dá lugar a um som mais voltado a Música Popular Brasileira celebrando os 10 anos de carreira da banda. Esse trabalho talvez seja o mais ousado da banda, afastando a zona de conforto e abrindo novos caminhos.

Acompanha nossas impressões Faixa a Faixa do álbum.

"Vai Ver" abre o álbum com a participação de Hamilton de Holanda (bandolinista e compositor brasileiro) com composição simples que já apresenta o fluxo deste trabalho com novos elementos no som da banda, é uma faixa agradável e pontual. "Tabuleiro" se entrega a uma MPB moderna em uma pegada que lembra de leve a canção "ESC" do último álbum, do meio para o fim o tambor se mistura com um riff de guitarra que torna a música uma experimentação que funciona. "Casa Aberta" é aquela balada meio depressiva e meio agitada que compõe o lado mais melancólico da banda ."II" é uma faixa instrumental e leve para introduzir "Berro", a música seguinte com a participação de Ney Matogrosso, é uma canção interessante que flerta com a a voz marcante do cantor. Ela é curta e eficiente em sua proposta sombria. Uma parceria inusitada que que cai super bem. "Percevejo" incorpora essa fase mais séria da banda, Gustavo Bertoni mostra seu talento vocal em uma canção agradável que se integra a um fechamento aumentando o grave. "Ciclo Senil" tem riffs eletrônicos em uma letra política. Incorpora as experimentações da banda em uma faixa empolgante de indie rock. "Sabe o que foi" diminui o ritmo e mesmo sendo agradável tem seus momentos com musicalidade apurada e certeira."Furta Cor" traz a participação da cantora baiana Xênia França em uma canção repleta de nuances e inspirações que vão além do comum. Acertaram em cheio. "Ilha no céu" apresenta doçura em uma composição quase acústica flertando de leve com a bossa-nova, a faixa tem participação do músico Beto Mejía. Os instrumentais trazem beleza e leveza. "Assombra" é uma faixa simples e bonita que foca principalmente no vocal de Gustavo. Comprova o talento da banda em música melódica com víeis otimista."III" é uma faixa instrumental e leve para introduzir "O Que é Será" que finaliza o álbum com uma canção com piano e letra intensa fechando o trabalho sem peso.
Produzido por Diego Marx sob direção musical de Marcus Preto, o álbum Respiro renova a banda mesmo que o som se afaste do tradicional "Stoner Rock" que o ouvinte se acostumou, é admirável como a cada trabalho a banda cresce e gera mais expectativas sobre sua coragem em transitar em estilos e sons mesmo que isso possa dividir opiniões. As letras flertam com as incertezas do cotidiano com uma construção inteligente. Se a banda queria chocar os fãs de uma maneira positiva conseguiram êxito na proposta. Um álbum contemplativo e meditativo. NOVA FASE.


Favorita do álbum



São 13 faixas disponíveis nas principais plataformas de streaming  pela Slap.


Hype: ÓTIMO - Nota: 8,0


Por Sérgio Ghesti

5º Festival BB Seguros de Blues e Jazz I Gratuito em agosto no Parque da Cidade


Brasília é uma das cidades contempladas no roteiro do 5º Festival BB Seguros de Blues e Jazz, um dos mais importantes do gênero no país. O evento conta com artistas de peso e renome da música nacional e internacional. Criado com um conceito simples: um dia para curtir com a família e os amigos. Para que isso se concretize, os shows são sempre realizados em locais ao ar livre, com bons espaços para o convívio social, no melhor espírito “música no parque”. Dedicado á toda a família com atividades para o público infantil . Desde 2015, em sua edição inaugural, o Festival apresentou grandes nomes, como Stanley Jordan, Hermeto Pascoal, Nuno Mindelis, Roney Quintet, Blues Etílicos, Hamilton de Holanda, Maria Gadú, Steve Guyger, Marco Lobo Quinteto, David Liebman, Toninho Horta, entre outros. O projeto é realizado via a Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio da BB Seguros, realização da Marolo ProduçõesSecretaria Especial de Cultura, Ministério da Cidadania e Governo Federal. A programação acontece no dia 3 de agosto durante toda a tarde de sábado estendendo até de noite. Entre as atrações, o destaque é a atração internacional Robert Cray,
Robert Cray

um músico estadunidense, considerado um expoente da nova safra de artistas do blues. Começou sua carreira influenciado pelos Beatles mas, ao assistir um espetáculo de Albert Collins, resolveu seguir o caminho do blues. Ao lado de Albert Collins e Johnny Copeland registrou o já clássico álbum Showdown! IMPERDÍVEL! Além de Brasília, o Festival também será realizado em Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), São Paulo (SP), Porto Alegre (RS), Manaus (AM) e Recife (PE), com escalação diferenciada nos shows. Um dia para curtir com a família e os amigos ao som do melhor do blues e jazz.

Programação:

14h00Festival BB Seguros Brass Band
14h30 Tex Quarteto
15h40Tributo a Eric Clapton
16h45Renato Borghetti
17h50 Thiago Espirito Santo convida Maurício Einhorn
19h10Sérgio Dias convida Luiz Carlini
20h30The Robert Cray Band

Serviço:

5º Festival BB Seguros de Blues e Jazz
Dia: 03/08/2019
Horário: A partir das 14hs
Local: Parque da Cidade - Estacionamento 04
Ingressos: Entrada franca

Por Sérgio Ghesti

Tastebuds l Tenha mais amigos ou ache sua alma gêmea através da sua afinidade musical


Como é bom ter amigos que curtem as mesmas músicas que a gente né? E ter alguém para nos acompanhar naquele show especial? Ou melhor, passar um tempo juntinho de cabeça encostada cantando junto, com sua alma gêmea musical? O mundo virtual vem tentar mais uma vez emular interações humanas através de logaritimos. O site Tastebuds é uma rede social que conecta pessoas através do seu gosto musical. Com um molde bem parecido a essas multiplataformas de localizações de pessoas para encontros, interligando suas informações. O uso do serviço é bem simples, você primeiro faz seu cadastro, o que também pode ser feito através de maneira menos demorada se conectando através do seu Facebook, lista seus artistas favoritos, colocar seu país e partilhar sua preferências musicais . Os resultados se refinam através de filtros por cidade, país, idade e gênero. Integrado a antiga e icônica plataforma Last.fm, permitindo migração de conteúdo, o projeto vem disponível também em forma de aplicativo móvel, mas infelizmente somente para o sistema IOS.

Acesse o site: tastebuds.fm ou baixe o aplicativo:


Por Gabriella Riot




CoMA 2019 – Convenção de Música e Arte I 3ªedição do festival agita a cena musical da capital esse final de semana

Show da cantora Flora Matos durante o Festival CoMA 2018, em Brasília — Foto: Festival CoMA/Divulgação

Unindo festival e coferências culturais, vem aí o CoMAConvenção de Música e Arte, em sua  3ªedição. 
Lançado em 2017, veio para marcar o calendário da cidade e reforçar Brasília como grande produtora cultural. Em 2019, com mais de 50 shows divididos entre Planetário, Clube de Choro e pelo gramado da FUNARTE, além de uma conferência, com debates, pitches e outras atividades em torno do mercado da música, produção cultural, artes, games e outros temas adjacentes. Após dois anos da sua estreia, o Festival CoMA chega à sua terceira edição como um dos eventos mais aguardados do Centro-Oeste, além de ter se estabelecido no circuito de relevantes festivais do país. Agendado do dia 2 a 4 de agosto de 2019, o CoMAConvenção de Música e Arte arma a sua estrutura no Eixo Monumental. O primeiro dia do festival, 2 de agosto, sexta-feira, é marcado pela já tradicional festa de abertura do CoMA. A parte musical do evento destina quase 50% da sua programação a bandas brasilienses. A outra metade é preenchida com artistas que têm chamado atenção no país. Em 2019 o festival também apresenta atrações internacionais independentes como Dionisio (Colômbia), Da Cruz (Suiça), Sate (Canadá), Scratch Massive (França) e Triss (Coréia do Sul). A edição desse ano do festival trás como headliners artistas nacionais, tendo como destaque o icônico Ney Matogrosso, que vem trabalhando com a banda Scalene, na produção do seu quarto álbum de estúdio "Respiro", bem provável que aconteça uma parceria entre o cantor e a banda brasiliense no festival. Odair José, embora venha como participação especial, representa a parte clássica dos nomes da música popular nacional, junto a Pedro Luís que fará uma homenagem a Luiz Melodia e Maria Gadú. A banda Fresno, retornando aos palcos para apresentar seu novo álbum "Sua alegria foi cancelada"  e representando a nova guarda musical de artistas contemporâneos, a capital vai receber Liniker e os Caramelows, apesentando seu último trabalho de estúdio "Goela Abaixo", Francisco el Hombre, lançando seu novo álbum "RASGACABEZA"  e a BaianaSystemem turnê de comemoração de 10 anos, trazendo o show do seu mais novo álbum, "O Futuro não Demora", produzido em parceria com Daniel Ganjaman. Além dessas atrações de peso o festival nos trás revelações nacionais com  apresentações de artistas que vem chamando atenção: Filipe Ret, Letícia Fialho e a Orquestra da Rua, Heavy Baile, Tuyo, Sandro, Luedji Luna e Djonga.  O festival abre espaço também para atrações pratas da casa já com carreiras consolidadas como: A drag Aretuza Lovi, o bandolinista Hamilton de Holanda e a celebre banda Scalene, vice campeã do programa Superstar da Rede Globo em 2015, e uma das representantes de mais expressão no cenário rock nacional atual, além das revelações da cidade, a banda Joe Silhueta ( com a participação super especial de Odair José), Adriah e Ellefante entre outras mais. A outra frente do CoMA, a conferência, tem programação voltada ao mercado da música. Com a participação de produtores, artistas, empresários, jornalistas, influenciadores, entre outros, a feira profissional é concebida na perspectiva do turismo criativo, com o objetivo de promover intercâmbios, rodadas de negócios, palestras, debates e workshops.

+ INFO (Conferência do Festival CoMA)
Foto: Luíza Spindola/Divulgação
Profissionais da música terão a 
oportunidade de se apresentar na  Conferência da 3ª edição do Festival CoMA, que acontece dias 1º e 2 de agosto, das 10 às 19h no Centro de Convenções Brasil 21Empresários, assessores, produtores e/ou managers, entre outros,  para os pitches e showcases. Os pitches são espaços de apresentação de projetos musicais, onde músicos, empresários, assessores, produtores e/ou managers podem apresentar o trabalho artístico para uma bancada de jornalistas culturais, realizadores e programadores de festivais, selos, curadores de projetos, donos de espaços culturais, entre outros profissionais do mercado da música. Já os showcases são plataformas de promoção, na qual as bandas selecionadas fazem um show de 20 minutos de duração para uma banca de compradores/players, onde até 24 projetos musicais serão selecionados, sendo até 12 projetos para os pitches e até 12 bandas para showcases. Além destas atividades, a conferência trará rodas de conversas, oficinas e mentorias. A proposta da Conferência é ser um espaço para tratar da profissionalização da arte, envolvendo não só os artistas, mas toda a cadeia envolvida no processo de produção, financiamento e divulgação da música. É o espaço do empreendedorismo, de discutir com profundidade o mercado para fortalecê-lo.

Informações: conferenciacoma@gmail.com



A Maionese Alternativa realizou a cobertura do festival ano passado e lista os cinco shows de destaque:

1. Elza Soares - A rainha subiu ao palco logo após ter lançado seu ótimo álbum "Deus é Mulher" abrilhantou a noite de sábado no palco Norte com quase 10 mil pessoas em show político e empoderado. Ajudada por sua equipe, ela subiu na plataforma montada no palco, bem acima de todos os músicos de sua banda — entre eles, Guilherme Kastrup, seu produtor, e o cantor
Foto: Reprodução
compositor Rodrigo Campos — , e cantou por cerca de uma hora e meia, misturando o repertório de “Deus é mulher” e “A Mulher do Fim do Mundo” (2015). Por soarem como discos complementares, a estética do show é basicamente a mesma da aclamada turnê anterior. Elza fez diversos discursos, sempre recebidos com clamor, entre as músicas.

2. Liin da Quebrada - A MC e atriz trans Linn fez a multidão (o maior público do domingo, em torno de 7 mil pessoas no Palco Sul) rebolar com seu funk pancadão de letras para lá de gráficas acompanhada de Jup do Bairro. Foi um show libertador para seu público que cantou com orgulho a libertação sexual de sua performance frenética e deixar qualquer um de boca aberta em show . 

3. Marcelo Jeneci - Outro destaque de domingo foi a apresentação do cantor em um espaço histórico da cidade, o Clube do Choro, que no festival virou um palco a parte, nesta apresentação 

Foto:Reprodução
abarrotada de fãs (mais um show em que parte do público ficou de fora por conta da lotação do espaço) Jeneci explicou que chegou a ser convidado para se apresentar em um dos dois palcos externos, mas optou pela casa fechada por combinar melhor com o show que levou a Brasília. Nele, esteve acompanhado do Quinteto da Paraíba, composto por instrumentos de corda (violinos, contrabaixo acústico, violoncelo), e fez releituras de seus principais sucessos, como “Felicidade”, “O melhor da vida” e “De graça”, em mais um daqueles casamentos acertados entre música pop e erudita.

4. Julie Neff - A cantora independente canadense realizou um show intimista no Planetário de Brasília, palco do complexo do festival, para 80 pessoas (dezenas ficaram de fora pela capacidade limitada). Sua pegada acústica agradou em cheio ao público que aclamou cada canção além de presenciar um show incomum e único de uma artista com uma voz potente em suas canções autorais.


5. Supercombo e Scatolove - A banda natural do Espírito Santo realizou um dos shows mais vibrantes do festival com um público caloroso e cantando todas as músicas que ganhou popularidade no mesmo programa da Globo

Foto: Moons Eye Productions
que revelou Versalle e Scalene. No final ainda teve um "combo" com a junção de vários integrantes de bandas parceiras como Scalene e Far From Alaska para cantar seu maior hit "Piloto Automático". Como bônus ainda teve no dia seguinte o pop fofo "imaginedragonístico" do Scatolove, duo formado pelo casal Isa Salles (participante da edição do “The Voice Brasil” de 2018) e Leo Ramos (do Supercombo) que surpreendeu por ter ser sido acompanhado em coro pelo jovem público mesmo sendo o primeiro show da história do projeto.



Programação:

CoMA – Convenção de Música e Arte
Data: 2 a 4 de agosto

Local : Complexo CoMA:
– Gramado da FUNARTE
– Clube do Choro
– Planetário


Acesse: festivalcoma.com.br e tenha acesso a todas as informações.

Ingressos de R$35 a R$130 reais! pelo Sympala


Line -Up ( Tenha acesso às informações  dos horários das apresentações e de todas as atividades do evento clicando aqui).

► Sexta - Feira (Festa de Abertura)
Da Cruz (Suiça))
Sate (Canadá)
DJ A
ATR
Forró Red Light


► Brasilia Independente

Allan Massay
Arthur Santana
Fagner e Fabrício
Israel Paixão
Lejow
Madamme Bovary
Tarot
Samba Urgente
Toro
Vibrações

► Sábado


Scratch Massive (França)
Triss (Coréia do Sul)
BaianaSystem
Maria Gadú
Hamilton de Holanda Quarteto
Scalene
Filipe Ret
Letícia Fialho e a Orquesta da Rua parti. Pedro Luís
Aretuza Lovi
Heavy Baile
Tuyo
NãNan
Barro
Obitrin Trio
Kafé

Camarrones Orquestra Guitarrística
Sandro
Raquel Reis
Gypsy Jazz Club

Moara
Perrelli B2B Preta
Bandinha Di Dá Dó
Paulo Chaves
Natália  Carreira


► Domingo

Dionisio ( Colômbia)
Ney Matogrosso
Liniker e os Caramelows
Franscisco el Hombre
 Luedji Luna
Fresno
Djonga
Pedro Luís "Pérolas de Luiz Melodia"
Joe Silhueta part. Odair José
Hodari
Daniel Santiago Quarteto Union
Adriah

Ellefante
Vavá Afiouni
Paulo Zimbres e Grupo
Realleza
Litieh
Marlene Sousa Lima
Karla Testa
Beatriz Águida
2 Dub
Lˆ_


Por Ségio Ghesti/ Gabriella Riot



Thom Yorke I Terceiro álbum solo de vocalista do Radiohead é um deleite eletrônico sentimental


Thom Yorke - "Anima", (2019)

Hype: Ótimo


O trabalho contempla nove faixas em uma mistura sólida de batidas eletrônicas e melodias com poesia e distopia na substância presente nos sons que o cantor traduz como uma moderna sinfonia que aguça os sentidos e questionam a realidade. Não tem como falar de Thom Yorke e não lembrar do grupo em qual ele faz parte, o Radiohead, uma das bandas mais criativas e de vanguarda que podem ser citadas no meio musical, em grande parte por causa de Yorke. O cantor e compositor já se arriscou outras duas vezes em trabalhos paralelos, em 2006 lançou The Eraser que não possuía muita distinção do seu toque pessoal e em 2014 realizou o experimental Tomorrow's Modern Boxes. Ano passado ele aceitou um convite no mínimo inusitado, compor a trilha sonora da refilmagem do filme de terror clássico Suspiria. Anima é uma parceria com o produtor Nigel Godrich, com quem o Radiohead trabalha desde “Ok Computer(1997). Essa colaboração é sentida em toda concepção das canções com vertente eletrônica e com o diferencial da pegada minimalista de Thom Yorke, já com 50 anos de idade, mas com uma energia incrível tanto na voz quanto nas idéias conceituais de ritmos e sintonia. O cantor passou por diversos bloqueios criativos e ficou quase 2 anos sem compor, esse intervalo de tempo só ressalta sua inspiração aflorada tanto no recente e maravilhoso “Suspiria” de 2018 como em Anima, nome que vem uma palavra latina que significa "alma", muito presente nas novas composições seja na abordagem assintomática, de sensações e vibrações nem sempre expostas, voando na imaginação e nos sonhos de maneira positiva sem se abalar pelas desilusões de uma vida "industrial". 
Não é um trabalho que vai te levar para baixo, é uma obra que pode gerar reações emocionais e até mesmo uma meditação. Acompanhe nossas impressões faixa a faixa de ANIMA: "Traffic" abre o álbum com uma batida eletrônica sombria e complexa. Lembra os bons tempos de Radiohead porém apresenta um tempero moderno que York expõe em um som limpo e neutro. É melhor e mais completa faixa do trabalho. "Last I Heard (... he was circling the drain)" é uma faixa experimental que pouco foge da melancolia do cantor porém ela possui um crescimento constante de batida e uma virada que empolga levemente. "Twist" começa levemente investindo no eletrônico até surgir a voz de Yorke acompanhada de efeitos sonoros e demais artifícios para uma apreciação elaborada de toda sua construção. Sua virada final traz luz e brilho a melodia, são lindos 7 minutos de música. "Dawn Chorus" certamente é aquela balada que vai te prender até o último verso."Se você pudesse fazer tudo de novo?" é um dos questionamentos da canção que se revela otimista mesmo que com um leve tom melancólico, termina como agradável e calorosa na medida certa. "I am a Very Rude Person" tem uma pegada urbana deliciosa que se confunde com uma faixa de Jazz. Perfeita para um lounge "Not The News" traz sintetizadores misturados a voz de Yorke em uma canção que poderia facilmente estar em algum trabalho do Radiohead, sua batida quase dançante se transforma levemente em uma balada. "The Axe" é uma música angustiante que se mistura com movimento da batida e com o ritmo crescente."Impossible Knots" traz em seu ritmo uma singela sensação deliciosa de paz e alivio. É como dormir e viver bons sonhos."Runwayaway" fecha o trabalho de forma moderna e quase buscando uma empolgação que na verdade é para causar um êxtase sobre o fim. 

ANIMA é um trabalho original em sua concepção de sons e delicioso para qualquer estado de espírito. Uma boa oportunidade de se integrar ao disco é assistir ao curta-metragem “ANIMA (2019)”, dirigido por Paul Thomas Anderson (“SangueNegro”) disponível para na Netflix. O trabalho é materializado nos três atos do filme com canções do álbum em um espetáculo de coreografia e imagens, o curta é co-estrelado pelo artista ao lado de sua namorada, a atriz italiana Dajana Roncione, em uma crônica urbana sobre distopias modernas. OBRA PRIMA.

Favorita do álbum:


São 09 músicas disponíveis nas principais plataformas de streaming pela XL Records.

 Ouça "ANIMA"



Assista "ANIMA" na íntegra na Netflix




Por Sérgio Ghesti