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LEGALIZE JÁ – AMIZADE NUNCA MORRE – Leia o que achamos do Filme!

LEGALIZE JÁ – AMIZADE NUNCA MORRE – Leia o que achamos do Filme!

Sérgio Ghesti

outubro 17th, 2018

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A “Maionese Alternativa” e o “Meu Hype” estiveram na Cabine de Imprensa de “Legalize Já – Amizade Nunca Morre” a convite da Imagem Filmes, o filme conta o nascimento da banda “Planet Hemp” com estréia nos cinemas nesta Quinta Feira 18/10, confira o que achamos!

O Filme retrata de forma singela porém eficiente o início de uma das bandas mais interessantes do Brasil, o Planet Hemp e de Marcelo D2 em uma trajetória de luta e desbravamento. Muito mais que isso é um grito dos oprimidos que usam a música para expressar sua indignação sobre um sistema que maltrata pobres, negros e quem vive nas periferias. Isso ainda somado ao preconceito sobre as pessoas que lutam pela descriminalização da maconha. Para retratar a década de 90 a fotografia cinza e escura ajuda bastante a compor o ambiente do filme, é como uma viagem no tempo. Ser músico naquela época era contar com pouca tecnologia, com necessidade de gravar as clássicas “fitas demo” (uma fita #K7 gravada com o seu trabalho em um estúdio) e sair distribuindo para pessoas influentes ou rádios (as rádios faziam esse papel de divulgação em troca do chamado “jabá”, um valor cobrado para atingir o seu fim.) Ver essa trajetória tão suada nos faz refletir e valorizar essas pessoas que viram na dificuldade uma oportunidade de usar o seu talento como meio de sobrevivência. Os atores Ícaro Silva (Skunk) e Renato Góes (Marcelo), possuem um boa química em tela e ressaltam o valor da amizade nesse caminho até o surgimento da banda e conseguem transparecer os motivos do estilo adotado pelo Planet Hemp. Fica evidente como Skunk foi o grande fator determinante na criação da banda. O filme é praticamente dele. A trama do filme mostra como o encontro entre esses dois jovens que vendiam camisetas e fitas cassete no centro do Rio de Janeiro para se sustentar pôde dar origem a uma das bandas mais populares do Brasil na década de 1990. O filme narra esse momento transformador na vida de Marcelo – futuramente, conhecido como Marcelo D2 – e Skunk, que culminou na formação do Planet Hemp. Reprimidos por uma sociedade preconceituosa, os dois fizeram da música um grito de alerta e de resistência, conquistando corações e mentes de toda uma geração. Em meio a isso Marcelo ainda vive um melodrama com seu pai e namorada e Skunk complicações de saúde . Os diretores  Johnny Araujo e Gustavo Bonafé conseguem realizar uma versão Pop de uma história que mostra luta e resistência de pessoas que buscam em sua arte, ultrapassar obstáculos e ser a voz dos excluídos e marginalizados dentro de um país que segrega, julga, bate e mata. Sua direção consegue o objetivo de encantamento dos personagens e só peca em não tocar nas feridas que expõe deixando uma sensação de impotência ao expectador. Em tempos nebulosos que vivemos atualmente, aonde a “patrulha dos bons costumes” ganha cada vez mais adeptos, há a necessidade de reação a essa opressão diária que vivemos e a música vira a ferramenta perfeita para exorcizar esses demônios. VIDA LOKA E REAL.

O filme foi selecionado para o Holywood Film Festival, que ocorre entre os dias 22 ao 28 de outubro, em que concorre ao prêmio principal de filmes brasileiros, o Hollywood Silver Screen Prize of Brazil. O longa estreia nesta Quinta-Feira, 18, nos cinemas brasileiros pela Imagem Filmes. No elenco há também participações de Stepan Nercessian,  Paulete Maldonado, Rafaela Mandelli, Ernesto Alterio, Marina Provenzzano e Shirley Cruz. O projeto conta com o apoio de Marcelo D2, que assina o argumento do filme junto do diretor Johnny Araújo e é um dos responsáveis pela trilha sonora. “Legalize Já – Amizade Nunca Morre” já conquistou o prêmio de Melhor Ficção Nacional Segundo o Público na 41ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e também Melhor Longa-metragem pelo Júri Popular e Melhor Roteiro no 12º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, além de ter participado do Festival do Rio de 2017 e do Festival MIMO de Cinema 2018. Com roteiro de Felipe Braga, o drama tem produção da Academia de Filmes, distribuição da RioFilme e Imagem Filmes e coprodução do Telecine e da RioFilme.

AVALIAÇÃO: BOM 👌👌👌

 

Crítica por Sérgio Ghesti

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